Dificuldade
Uma questão que quase todos acertam diz pouco sobre quem acertou. Uma que só os mais preparados acertam diz muito.
Contar acertos diz pouco. Duas provas com o mesmo número de acertos podem mostrar níveis de preparação muito diferentes. Aqui, a sua nota vem da Teoria de Resposta ao Item (TRI), um método estatístico que compara você com os outros candidatos de forma justa.
A TRI é um conjunto de modelos estatísticos criado para medir um conhecimento que não se enxerga direto. Em vez de somar pontos, ela pergunta: qual nível de preparação explica melhor o padrão de acertos e erros desta pessoa? É o tipo de método usado em exames de grande escala, como o Enem.
Cada questão tem características próprias, que o método estima a partir das respostas de todos os candidatos:
Uma questão que quase todos acertam diz pouco sobre quem acertou. Uma que só os mais preparados acertam diz muito.
Há questões que distinguem bem quem sabe de quem não sabe, e outras que não distinguem. As boas pesam mais.
Em uma questão com cinco alternativas, dá para acertar sem saber. O método desconta essa chance.
Por isso a nota pode mudar um pouco depois do fechamento: ela só fica definitiva quando as questões são calibradas com as respostas de todos. A margem de erro (±) aparece no boletim.
Concurso é competição: o que decide a sua aprovação não é quanto você sabe em absoluto, mas quanto você sabe em relação aos outros candidatos. A porcentagem de acertos não mostra isso, porque depende de a prova ter sido fácil ou difícil. A nota por TRI mostra: ela coloca todos na mesma escala e diz onde você está no pelotão.
Sua nota em um simulado difícil e em um fácil pode ser lida na mesma escala. Dá para acompanhar a evolução de verdade.
Acertar no chute vale menos, e um padrão suspeito de acertos aparece no boletim, com a explicação.
Você vê o desempenho por matéria e por nível de dificuldade e sabe onde investir o próximo bloco de estudo.
A TRI tradicional foi pensada para provas com uma nota única. Concurso tem outras regras: cada edital tem pesos diferentes por matéria, e o que decide é a classificação. Estamos desenvolvendo um algoritmo próprio, em cima da TRI, para refletir isso. A ideia é combinar:
O objetivo é medir com precisão a sua preparação em relação aos demais, para o concurso que você prestará, e não para uma prova genérica.
Este algoritmo está em desenvolvimento e ainda não calcula as notas atuais, que usam a TRI padrão descrita acima. Antes de afirmarmos qualquer relação entre a posição no ranking e a classificação em um concurso real, vamos medir essa relação com dados de candidatos reais e divulgar o resultado, seja ele qual for.
Não. A porcentagem de acertos aparece no boletim, mas a nota e o ranking usam a TRI. Dois candidatos com o mesmo número de acertos podem ter notas diferentes, porque acertaram questões de dificuldades diferentes.
Quando o padrão de respostas lembra chute (erros em questões fáceis e acertos em difíceis), a TRI considera que o acerto das difíceis é menos confiável. O boletim mostra isso e estima a nota que você teria com um padrão coerente.
É a incerteza da estimativa. Quanto mais questões você responde, menor ela fica. Uma diferença de poucos pontos entre dois candidatos pode estar dentro da margem.
Porque a calibração das questões usa as respostas de todos os candidatos. Antes disso, a nota é provisória.
Com poucas questões, a estimativa de uma matéria é imprecisa demais para comparar candidatos. A matéria entra no ranking quando há questões suficientes.